TESOUROS DA BÍBLIA, Semana de 3 a 9 de agosto de 2026: Quão importante é ter bons pastores! Palestra preparada.

TESOUROS DA BÍBLIA, 3 a 9 de agosto de 2026: Quão importante é ter bons pastores! Discurso preparado.

Como é importante ter bons pastores! (10 min.)

Imagine por um instante uma ovelha. É um animal indefeso, que se perde facilmente e depende completamente do seu pastor para obter alimento, água e proteção contra predadores. Sem um pastor vigilante, as ovelhas simplesmente não conseguem sobreviver.

Não é de surpreender, portanto, que Jeová use frequentemente essa ilustração na Bíblia para descrever seu relacionamento com seu povo. Somos as ovelhas do seu rebanho, e ele usa pastores para cuidar de nós.

Isso levanta uma questão crucial: que diferença faz ter bons pastores? A resposta é simples: pode significar a diferença entre permanecer espiritualmente forte e estar exposto ao perigo.

Nesta palestra, analisaremos o contraste entre os maus pastores da antiga Judá e os bons pastores que Jeová providenciou para a congregação cristã hoje.

Os pastores de Judá negligenciaram o povo de Deus (Jeremias 23:2; Ezequiel 34:2-5).

Para valorizarmos o cuidado amoroso que recebemos hoje, primeiro precisamos entender o mal causado pela negligência dos líderes de Deus nos tempos antigos.

Nos dias dos profetas Jeremias e Ezequiel, Jeová havia confiado o cuidado do seu povo a reis, príncipes e líderes religiosos. Eles deveriam proteger o rebanho, mas falharam completamente.

Vamos ler Jeremias 23:2

“Pois assim diz Jeová, o Deus de Israel, contra os pastores que apascentam o meu povo: ‘Vocês dispersaram as minhas ovelhas; não pararam de dispersá-las e não cuidaram delas.’ ‘Portanto, eu os castigarei por suas más obras’, declara Jeová.”

Essas palavras mostram o quanto Jeová estava aflito com o que estava acontecendo. Em vez de reunir as ovelhas e protegê-las, aqueles homens as dispersaram.

Ezequiel expande ainda mais essa imagem em Ezequiel 34:2-5. Ali, ele explica que esses pastores só pensavam em si mesmos. Eles lucravam com o rebanho, mas não fortaleciam os fracos, não curavam os doentes, não cuidavam dos feridos, nem buscavam os perdidos. Como resultado, o povo ficou indefeso. Sem orientação espiritual, acabaram dispersos e sofrendo sob o domínio de outras nações.

Esta parte do relato nos ensina uma lição muito importante. Jeová considera seus servos como ovelhas preciosas. Ele nunca fica indiferente quando aqueles que têm responsabilidades espirituais negligenciam o rebanho. Na verdade, ele promete responsabilizá-los pela maneira como trataram seu povo.

Por meio de suas palavras e de seu mau exemplo, os falsos profetas encorajaram as pessoas a fazer coisas ruins (Jer 23:14, 15; w94 3/1 8 par. 4; it “Apostasia” par. 4).

No entanto, o problema ia muito além de uma simples negligência. Os falsos profetas não apenas deixaram de fazer o bem; eles também causaram muito mal por meio de seus ensinamentos e sua conduta.

Vamos ler Jeremias 23:14

“E tenho visto coisas horríveis entre os profetas de Jerusalém. Eles cometem adultério e vivem na mentira; apoiam os ímpios e não se arrependem da sua maldade. Para mim, todos eles são como Sodoma, e os seus habitantes são como Gomorra.”

Consideremos esta expressão: “Eles apoiam os ímpios”. O que significa? Em vez de corrigir aqueles que estavam fazendo o mal, eles os faziam se sentir confortáveis ​​em seu pecado. Em vez de motivá-los ao arrependimento, davam-lhes a impressão de que Jeová não via problema algum.

O exemplo deles também foi desastroso. Praticavam adultério, mentiam e levavam vidas hipócritas. Assim, com suas palavras e conduta, praticamente diziam ao povo: “Não se preocupem. Nada de ruim vai acontecer com vocês”. Como resultado, os padrões morais começaram a se afrouxar e a apostasia se espalhou por toda a nação.

A Sentinela de 1º de março de 1994 explica que isso resultou em um verdadeiro envenenamento espiritual. O livro Perspicácia das Escrituras acrescenta que esses homens promoveram a rebelião contra Jeová e desviaram o povo da adoração pura.

Esse princípio permanece válido hoje. Quando aqueles que deveriam ensinar a verdade diminuem os padrões de Deus ou justificam o que é errado, muitas pessoas acabam se afastando de Jeová. É por isso que é tão valioso ter pastores que ensinam fielmente a Palavra de Deus e vivem em harmonia com ela.

Os líderes cristãos pastoreiam o rebanho de Deus com dedicação e se esforçam para serem bons exemplos (1Pe 5:2, 3).

Como a situação é diferente dentro da congregação cristã! Jeová prometeu que daria ao seu povo pastores segundo o seu coração. Essa promessa se cumpre por meio de Jesus Cristo, o Grande Pastor, que providenciou anciãos para cuidar das congregações. Esses homens não buscam prestígio, poder ou ganho financeiro. Seu desejo é imitar o exemplo do Grande Pastor.

Vamos ler 1 Pedro 5:2, 3

“Pastoreiem o rebanho de Deus que está entre vocês, cuidando dele, não por obrigação, mas de livre vontade, na presença de Deus; não por ganância, mas com dedicação; 3 não como senhores dos que são herança de Deus, mas como exemplos para o rebanho.”

Observe que Jeová não apenas lhes diz o que fazer, mas também como fazer: Eles devem servir de bom grado. Devem fazê-lo com entusiasmo, sem buscar ganho pessoal. E, acima de tudo, devem ser exemplos para o rebanho.

É exatamente isso que vemos em nossas congregações. Os anciãos dedicam muitas horas do seu tempo à preparação de reuniões, à realização de visitas pastorais, ao atendimento de necessidades espirituais, à organização da pregação e ao encorajamento de irmãos e irmãs que passam por dificuldades. Eles fazem tudo isso sem receber salário. Fazem isso por amor a Jeová e por amor aos seus irmãos e irmãs.

Além disso, eles se esforçam para ensinar principalmente pelo exemplo. Vemos sua participação na pregação, seu apoio às reuniões, seu cuidado com as famílias e seu empenho em refletir os frutos do Espírito em seu dia a dia.

É claro que, como todos nós, eles são imperfeitos. Mas, quando nos oferecem conselhos baseados na Bíblia, sabemos que o fazem porque querem nos proteger espiritualmente e nos aproximar de Jeová. Isso fortalece nossa confiança e nos motiva a cooperar com eles.

Ilustração

A imagem em nosso guia de atividades mostra um líder religioso de Judá comprando um ídolo em um mercado, enquanto alguns israelitas observam. Essa imagem destaca o forte contraste entre esses líderes religiosos de Judá e os líderes cristãos de hoje.

Conclusão

Ao comparar esses dois tipos de pastores, a diferença é enorme. Os líderes infiéis de Judá dispersaram o povo, negligenciaram-no e o levaram à apostasia. Em contraste, os líderes cristãos se esforçam para cuidar do rebanho com amor, humildade e dedicação, seguindo o exemplo de Jesus Cristo.

Portanto, podemos nos perguntar: como demonstramos que valorizamos esses bons pastores? Fazemos isso cooperando com eles, aceitando humildemente seus conselhos baseados na Bíblia, orando por eles e apoiando fielmente o trabalho que realizam.

Ao agirmos dessa maneira, não apenas demonstramos apreço pelos anciãos da congregação. Acima de tudo, demonstramos nossa gratidão a Jeová, o Pastor Supremo, e a Jesus Cristo, o Grande Pastor, que nunca deixam de cuidar de nós com amor. Verdadeiramente, irmãos e irmãs, como é importante ter bons pastores!

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