TESOUROS DA BÍBLIA, 22 a 28 de dezembro de 2025, Como seria o Messias?, Discurso Preparado.

Como seria o Messias? (10 min.)
Ao longo da história, muitas pessoas se perguntaram como seria o Messias prometido por Deus. Para o povo de Israel, essa expectativa era muito importante, pois aguardavam o libertador e governante que Jeová enviaria.
Séculos antes do nascimento de Jesus, Jeová inspirou vários escritores bíblicos a fornecer detalhes claros sobre quem seria o Messias e como ele governaria. Um dos profetas que forneceu mais informações foi Isaías.
Hoje analisaremos três aspectos notáveis que Isaías revelou sobre o Messias e veremos como eles se cumpriram perfeitamente em Jesus.
Ele seria descendente de Jessé através de seu filho David.
Muito antes da época do profeta Isaías, outros escritores bíblicos já haviam anunciado a vinda do Messias. Textos como Gênesis 49:10, Deuteronômio 18:18 e Salmo 118:22, 26 falavam de um líder especial que Jeová enviaria ao seu povo. No entanto, Isaías acrescentou um detalhe muito significativo sobre a sua origem.
Vamos ler Isaias 11:1
“Do tronco de Jessé brotará um renovo, e das suas raízes, um ramo dará fruto.”
Jessé era o pai do rei Davi. Quando Isaías escreveu essas palavras, a casa real de Davi parecia ter sido reduzida a um mero “toco”, ou seja, sem seu antigo esplendor e poder. Mesmo assim, Jeová prometeu que daquela linhagem brotaria um “ramo” ou um “rebento”, alguém que produziria bons frutos.
As expressões “ramo” e “broto” indicam claramente que o Messias seria um descendente de Jessé através de seu filho Davi, que havia sido ungido rei de Israel. Jeová havia prometido que um descendente de Davi ocuparia o trono permanentemente.
O cumprimento dessa profecia é claramente visto em Jesus. O evangelista Mateus explicou que, ao crescer em Nazaré, ele era chamado de “nazareno”, um termo que parece estar relacionado à palavra hebraica usada para “broto” em Isaías 11:1. Assim, até mesmo o lugar onde Jesus cresceu se encaixava no que os profetas haviam predito.
Assim, Jesus não apareceu de forma inesperada ou sem respaldo bíblico. Sua linhagem confirmou que ele era o Messias prometido, a descendência fértil da casa de Davi.
Ele teria o espírito de Jeová e temeria a Deus.
Mas Jeová não apenas revelou a origem do Messias, mas também que tipo de pessoa ele seria.
Vamos ler Isaias 11:2, 3
“E o Espírito do Senhor repousará sobre ele, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de poder, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor. 3Ele se deleitará no temor do Senhor. Não julgará segundo a aparência, nem repreenderá segundo o que ouvir.”
Essas palavras mostram que o Messias não seria um governante cruel ou arrogante, como muitos líderes humanos. Pelo contrário, ele seria totalmente guiado pelo santo espírito de Jeová.
Jesus foi ungido, não com óleo literal, mas com o Espírito Santo de Deus. No seu batismo, João Batista viu o Espírito Santo descer sobre ele em forma de pomba. A partir desse momento, Jesus manifestou perfeitamente as qualidades mencionadas por Isaías: sabedoria, entendimento, poder para aconselhar, conhecimento profundo e força espiritual.
Além disso, Isaías diz que o Messias se deleitaria no temor de Jeová. Isso não significa que Jesus vivia com medo de Deus. Em vez disso, ele tinha um respeito reverente, uma profunda e amorosa reverência por seu Pai. Jesus sempre desejou fazer o que agradava a Jeová, como ele mesmo disse em João 8:29.
Por meio de seu exemplo, Jesus nos ensinou que o temor a Jeová não limita a felicidade, mas, ao contrário, conduz à verdadeira alegria. Viver em conformidade com a vontade de Deus traz paz interior e um relacionamento íntimo com o nosso Criador.
Ele seria um juiz justo e misericordioso.
Outra característica fundamental do Messias tem a ver com a sua maneira de julgar.
Vamos ler Isaias 11:3
“Ele se deleitará no temor do Senhor, não julgando pela aparência nem repreendendo segundo o que ouve.”
Que descrição reconfortante! Vamos pensar por um momento: se tivéssemos que comparecer ao tribunal, não nos sentiríamos aliviados em saber que o juiz não se deixaria influenciar por boatos, aparências ou preconceitos?
Como Juiz de toda a humanidade, o Messias não se deixa influenciar por riquezas, status social ou argumentos enganosos. Ele enxerga além das aparências e examina “o íntimo do coração”. Jesus demonstrou essa capacidade durante seu ministério na Terra. Ele tratou com dignidade e misericórdia aqueles que outros desprezavam e discerniu as verdadeiras motivações daqueles que se aproximavam dele.
Este exemplo é especialmente valioso para aqueles que têm responsabilidades judiciais dentro da congregação cristã. Como mencionado em 1 Coríntios 6:1-4, os cristãos devem refletir a justiça e a misericórdia do Messias ao lidar com assuntos internos.
Contudo, a justiça de Jesus não é fraca nem permissiva. Embora ele corrija seus discípulos com amor, aqueles que praticam o mal deliberadamente não ficarão impunes. A Bíblia explica que, quando chegar a hora de acertar as contas com este sistema de coisas, o Messias executará o julgamento de Jeová com autoridade. Com “a vara da sua boca”, ele condenará todos os ímpios à destruição.
O resultado será maravilhoso: ninguém restará para perturbar a paz da família humana. Como diz o Salmo 37:10, 11, os ímpios desaparecerão e os mansos herdarão a terra. Jesus está plenamente qualificado para realizar esta obra, pois governa com justiça e fidelidade.
Ilustração
Na imagem, podemos ver Jesus como um rei reinando do céu com a mão estendida sobre a terra, simbolizando a promessa de que em breve trará paz, justiça e felicidade à humanidade. Jesus reinará sobre toda a criação, e a terra será transformada em um paraíso onde a paz e a harmonia prevalecerão, e toda a criação se alegrará em sua presença.
Conclusão
Então, como seria o Messias?
A Bíblia nos mostra que ele seria descendente de Jessé por meio de Davi, que seria cheio do Espírito de Jeová e que governaria como um juiz justo e misericordioso. Todas essas profecias se cumpriram perfeitamente em Jesus Cristo.
Conhecer essas verdades fortalece nossa fé e nos enche de esperança. Isso nos assegura que o Reino de Deus está nas mãos do governante ideal, alguém que ama a justiça, se preocupa com as pessoas e agirá com firmeza para eliminar todo o mal.
Que este conhecimento nos motive a confiar mais em Jeová e a seguir de perto o exemplo do Messias, Jesus Cristo.
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