Estudo de A Sentinela, Por que os princípios bíblicos são importantes? 6 a 12 de julho de 2026, Comentários e Respostas.

“Eles prestarão um serviço sagrado com sua capacidade de raciocínio” (Romanos 12:1).
1, 2. a) Por que podemos dizer que a Bíblia é um livro muito antigo?
Podemos dizer que a Bíblia é um livro muito antigo, pois começou a ser escrita há cerca de 3.500 anos e foi concluída há quase 2.000 anos. Embora tenha sido escrita em tempos muito diferentes dos nossos, ela permanece a “Palavra de Deus”, viva e poderosa. Por essa razão, continua a ajudar milhões de pessoas a enfrentar os desafios da vida atual.
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Podemos dizer que a Bíblia é um livro muito antigo, pois começou a ser escrita há cerca de 3.500 anos e foi concluída há quase 2.000 anos. No entanto, em suas páginas encontramos a Palavra de Deus, que é viva e poderosa.
A Bíblia continua relevante por dois motivos. Primeiro, porque sua mensagem vem do Deus vivo, nosso Criador e o ser mais sábio do universo. Segundo, porque contém princípios que nunca mudam com o tempo.
1, 2. b) Por que a Bíblia ainda é relevante?
A Bíblia continua relevante por dois motivos. Primeiro, porque sua mensagem vem de Jeová, o “Deus vivo”, o ser mais sábio do universo e nosso Criador, que compreende perfeitamente a natureza humana e nossas necessidades. Segundo, porque contém princípios que nunca mudam e permanecem úteis independentemente da época ou dos desafios que enfrentamos.
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Em 2 Timóteo 3:16-17, menciona-se que, sendo inspirada por Deus, a Bíblia continua sendo muito útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça. Embora tenha sido escrita há muito tempo, continua sendo um livro muito útil.
A Bíblia continua sendo útil porque seu Autor, Jeová, nosso Criador, é o Deus eterno, o único sábio, e está vivo. Portanto, não importa onde estejamos ou em que época do ano vivamos, os conselhos que ela nos dá sempre serão úteis para tomarmos boas decisões.
3. Que perguntas este artigo responderá?
Este artigo responderá principalmente a estas três perguntas: O que são princípios bíblicos? Por que são tão importantes para nós? E como podemos identificá-los ao lermos a Bíblia? Além disso, mostrará como os ensinamentos de Jesus, particularmente no Sermão da Montanha, destacam o valor desses princípios.
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Este artigo responderá às seguintes perguntas: O que são princípios bíblicos? Por que são tão importantes para nós? E como podemos identificá-los ao lermos a Bíblia? Também mostrará como os ensinamentos de Jesus destacam o valor desses princípios.
O QUE SÃO PRINCÍPIOS BÍBLICOS?
4. O que são princípios bíblicos?
Os princípios bíblicos são verdades fundamentais que sustentam as leis de Deus. Podem ser descritos como as razões por trás dessas leis e refletem o modo de pensar de Jeová.
Ao contrário das leis, que tendem a ser mais específicas e se aplicam a situações concretas, os princípios têm uma aplicação mais ampla e podem nos guiar em diferentes circunstâncias e épocas. Enquanto as leis podem mudar, os princípios nunca se tornam desatualizados ou obsoletos.
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Os princípios bíblicos são verdades fundamentais que servem de base para as leis de Deus. Pode-se dizer que os princípios bíblicos são as razões que justificam a existência dessas leis.
Os princípios bíblicos são superiores às leis porque refletem o pensamento de Jeová. Além disso, eles nunca expiram nem se tornam obsoletos.
Embora as leis se apliquem a situações muito específicas ou tenham um alcance limitado, os princípios refletem o modo de pensar de Jeová de uma forma mais ampla e podem ser aplicados a diferentes circunstâncias ou épocas.
Sabemos também que os princípios nascem do amor a Jeová. Embora as leis às vezes sejam obedecidas por medo de punição ou consequências, os princípios, como vemos no Salmo 119:111, são obedecidos de todo o coração por amor a Jeová.
Em alguns casos, os princípios bíblicos podem ser expressos como leis. Por exemplo, Mateus 22 menciona o mandamento de amar a Jeová com todo o seu coração, com toda a sua alma e com toda a sua mente. Embora seja um princípio, também é uma lei.
Algumas características dos princípios bíblicos são que eles formam a base das leis de Deus, podem ser aplicados a uma grande variedade de circunstâncias e situações, nunca expiram, são baseados no amor e refletem a personalidade de Jeová.
5. Que exemplo poderia ser usado para explicar a diferença entre leis e princípios? (Veja também as imagens).
A diferença entre leis e princípios pode ser explicada com o exemplo de uma mãe dizendo ao seu filho pequeno: “Não toque no fogão”. Isso é uma lei, ou uma instrução específica para protegê-lo.
O princípio por trás dessa regra é evitar tocar em qualquer objeto quente que possa causar ferimentos ou queimaduras. Esse princípio se aplica não apenas às chamas do fogão, mas também a ferros de passar roupa, aquecedores e outros aparelhos quentes.
À medida que a criança cresce, ela poderá usar a cozinha, e, portanto, a lei específica poderá mudar. No entanto, o princípio de agir com cuidado para evitar lesões continuará a ser aplicável.
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O parágrafo ilustra o exemplo de uma criança pequena que aprende a regra de não tocar no fogão ou em qualquer outro objeto quente. No entanto, à medida que a criança cresce, essa regra deixa de se aplicar da mesma forma, pois agora ela sabe como lidar com o fogo com segurança. O que nunca muda é o princípio de agir com prudência para evitar queimaduras. Portanto, o princípio não perde a validade.
A diferença entre leis e princípios pode ser explicada com o exemplo de uma criança pequena e o fogo. Quando a criança é pequena, a mãe lhe dá uma instrução específica: “Não toque no fogo”, porque ela precisa de uma regra clara e concreta. No entanto, à medida que a criança cresce, essa instrução pode ser aplicada a muitas outras situações, como um ferro de passar roupa, um aquecedor ou outros objetos quentes.
O princípio por trás da lei ilustrada no exemplo é o de ter cuidado para não se queimar. Assim, uma lei se aplica a uma situação específica, enquanto um princípio é mais amplo e pode nos guiar em diferentes circunstâncias.
No exemplo apresentado no parágrafo, a regra é: “Não toque no fogo do fogão”. E qual é o princípio por trás dessa regra? O princípio é a razão pela qual as regras existem; neste caso, é que o fogo é quente e pode causar danos. Portanto, esse princípio pode ser aplicado a muitas outras coisas que emitem calor.
A lei, de acordo com as circunstâncias ou de acordo com o que Jeová determinar, pode mudar, mas o princípio permanece sempre o mesmo.
ILUSTRAÇÃO
Imagens de uma mulher com seu filho na cozinha. 1. Enquanto cozinha, ela avisa ao filho pequeno para não tocar no fogo para não se queimar. 2. Anos depois, ela prepara uma salada enquanto ele cozinha.
A lei pode mudar, mas o princípio básico que a sustenta permanece o mesmo. (Ver parágrafo 5).
POR QUE OS PRINCÍPIOS BÍBLICOS SÃO IMPORTANTES?
6. a) Como Jeová nos guia por meio de sua Palavra?
Jeová nos guia por meio de sua Palavra de diversas maneiras. Ele nos dá leis específicas que nos ajudam a evitar perigos e más decisões. Ele também nos capacita a compreender os princípios por trás dessas leis, que nos orientam em diferentes aspectos da vida onde não existem regras específicas. Graças aos princípios bíblicos, podemos tomar boas decisões e fazer o que é certo.
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Jeová nos guia por meio de leis específicas que nos permitem evitar muitos perigos e também nos ajudam a compreender os princípios por trás dessas leis. Dessa forma, podemos tomar decisões sabendo o que é certo e entendendo as consequências que podemos enfrentar se não agirmos de acordo com elas.
O motivo pelo qual Jeová nos guia é o seu amor por nós. É por isso que ele nos dá essas leis específicas para o nosso bem, para nos proteger dos perigos e para nos ajudar a compreender as leis e os princípios. Além das leis, também temos princípios nos quais podemos basear nossas decisões.
6. b) Como Jeová nos dignifica?
Jeová nos dignifica ao nos conceder a liberdade e a responsabilidade de tomar decisões com base nos princípios bíblicos. Dessa forma, mostramos que o amamos e respeitamos seus padrões, não simplesmente porque somos obrigados a obedecer, mas porque queremos agradá-lo.
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Em Tiago 2:11, encontramos duas leis específicas: “Não cometerás adultério” e “Não matarás”. Se as obedecermos, evitaremos muita tristeza e sofrimento.
Jeová nos dá as razões por meio dos princípios que fundamentam essas leis, e isso nos ajuda em todas as áreas de nossa vida. Ele também nos ensina a importância de obedecer ou desobedecer. Dessa forma, Jeová nos dignifica.
7. Explique o valor dos princípios bíblicos com um exemplo (veja também a imagem).
Os princípios bíblicos podem ser comparados a placas de trânsito. Algumas placas indicam regras específicas que os motoristas devem obedecer, enquanto outras alertam sobre perigos potenciais, para que ajam com cautela.
Da mesma forma, os princípios bíblicos não apenas nos ajudam a evitar condutas que a Bíblia condena claramente, mas também nos permitem identificar situações ou atitudes que poderiam nos levar a desobedecer a Jeová. Ao aplicarmos esses princípios, demonstramos bom senso e tomamos decisões que protegem nossa amizade com Deus.
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Esses princípios podem ser comparados às placas de trânsito em diversos países. Muitas delas indicam que os motoristas devem ter cuidado, como na ilustração, tanto para evitar multas quanto para prevenir possíveis acidentes na estrada. Da mesma forma, se obedecermos a essas instruções, podemos evitar consequências graves.
Algumas placas de trânsito podem nos alertar sobre as condições da estrada, enquanto outras nos avisam sobre perigos. Portanto, devemos usar o bom senso, assim como fazemos ao aplicar os princípios de Jeová.
O parágrafo destaca a importância do bom senso porque, embora a imagem mostre um carro comum, se estivéssemos dirigindo um ônibus ou um caminhão, nossa reação a esses sinais seria diferente. Certamente precisaríamos ser mais cautelosos e dirigir mais devagar. Da mesma forma, não devemos decidir como aplicar esses princípios com base apenas no que os outros fazem, mas sim usar o bom senso para analisar como nossas circunstâncias pessoais influenciam sua aplicação.
Um cristão não apenas evita qualquer comportamento condenado pela Bíblia, mas também evita qualquer pensamento ou ação que possa levá-lo a desobedecer às leis de Deus. Dessa forma, ele demonstra bom senso.
ILUSTRAÇÃO
Um carro está dirigindo à noite por uma estrada sinuosa na montanha. Seus faróis iluminam várias placas de sinalização de perigo.
Muitas placas de trânsito alertam sobre possíveis perigos. Os princípios bíblicos nos ajudam de maneira semelhante. (Veja o parágrafo 7.)
8. De acordo com Romanos 12:1, 2, como é que buscar os princípios contidos na Bíblia nos beneficia?
Quando nos esforçamos para encontrar os princípios contidos na Bíblia e viver em harmonia com eles, aprendemos a pensar como Jeová em vários assuntos. Ao analisar os relatos das Escrituras, buscamos extrair lições práticas e compreender por que foram incluídos na Bíblia.
Além disso, aprendemos a usar nossa capacidade de raciocínio para servir a Jeová e comprovamos por nós mesmos qual é a sua boa, agradável e perfeita vontade, como mencionado em Romanos 12:1, 2.
Ao utilizarmos os princípios contidos na Bíblia, aprendemos a empregar nossa capacidade de raciocinar, pensar e sempre extrair lições práticas para nós mesmos, a fim de aplicá-las em nossas vidas.
A nota de rodapé ao lado do texto também fornece algum contexto, pois fala de transformação. Para muitos judeus do primeiro século, essa maneira de pensar baseada em princípios era praticamente nova, visto que a tradição era seguir um grande número de regras. Isso nos ensina que Jeová nos ajuda a desenvolver nossa capacidade de raciocinar.
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Quando nos esforçamos para buscar os princípios que encontramos na Bíblia e viver em harmonia com eles, colhemos outros benefícios importantes. Por exemplo, aprendemos a pensar como Jeová em vários assuntos.
Romanos 12:2 diz que precisamos transformar nossa mente. Buscar os princípios bíblicos nos ajuda a raciocinar espiritualmente, e não apenas emocionalmente, para que nossas decisões honrem a Jeová.
9. Que outro benefício recebemos ao vivermos em harmonia com os princípios bíblicos? (Hebreus 5:13, 14).
Viver em harmonia com os princípios bíblicos nos ajuda a alcançar a maturidade cristã. Ao aplicá-los, desenvolvemos a capacidade de discernir entre o certo e o errado, como menciona Hebreus 5:13, 14, e nosso relacionamento com Jeová melhora.
Além disso, Jeová demonstra sua confiança em nós permitindo que tomemos decisões com base em princípios, e não simplesmente seguindo uma lista de regras. Quando agimos em harmonia com a sua vontade, demonstramos nosso amor por ele e isso alegra o nosso coração.
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Outro benefício é que amadurecemos espiritualmente. É como uma criança que inicialmente precisa de instruções claras, mas com o tempo amadurece e aprende a tomar decisões melhores. Jeová é tão bom que confia que, à medida que amadurecemos espiritualmente, podemos tomar decisões que nos beneficiam e o agradam.
Jeová nos deu alimento sólido em sua Palavra e confia que o usaremos para tomar decisões corretas que estejam em harmonia com a sua vontade. Dessa forma, estaremos seguindo as palavras de Hebreus 5:14 e seremos capazes de discernir o certo do errado.
No mundo, as pessoas às vezes dizem: “É uma questão de bom senso”. No entanto, isso nem sempre está de acordo com os princípios bíblicos. O bom senso pode sugerir uma tendência, mas os princípios bíblicos nos ensinam que, como cristãos maduros, devemos tomar decisões sobre assuntos como vestimenta, amizades e conduta, entre outros.
Os princípios bíblicos nos levam a tomar decisões que diferem do que o senso comum do mundo considera aceitável. Portanto, quando um cristão gradualmente toma decisões baseadas em princípios, isso demonstra um claro desenvolvimento de maturidade espiritual.
Provérbios 27:11 diz que, se vivermos de acordo com esses princípios, alegraremos o coração de Jeová. E não só isso, como ele também poderá nos usar como exemplo para mostrar a Satanás que o servimos por amor e que nossa lealdade a ele está acima de tudo.
Como podemos identificar princípios bíblicos?
10. Como podemos identificar princípios bíblicos?
Podemos identificar os princípios bíblicos procurando as lições contidas nos relatos bíblicos e analisando as razões por trás das leis de Jeová. Para isso, precisamos pedir a ajuda dele em oração e desenvolver nossa capacidade de raciocínio.
Também podemos nos fazer perguntas como: “Por que Deus estabeleceu essa lei?”, “O que esse relato nos ensina sobre o modo de pensar de Jeová?” e “Como posso aplicar essa lição na minha vida?”
Ao descobrirmos as razões e lições por trás das leis e dos relatos bíblicos, entenderemos melhor a vontade de Jeová e poderemos tomar decisões mais sábias.
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Quando procuramos extrair lições da Bíblia, encontramos princípios que nos ajudam a entender como Jeová vê as coisas. Também identificamos princípios quando nos esforçamos para descobrir as razões por trás de certas leis que Jeová dá.
Quando descobrimos pela primeira vez as razões por trás de uma lei e refletimos sobre por que Jeová a estabeleceu, encontramos os princípios que a fundamentam.
O parágrafo cita Provérbios 2:10-12, que nos ensina que, por meio da sabedoria, do pensamento crítico e do discernimento, podemos tomar boas decisões. Dessa forma, podemos identificar os princípios e compreender as razões por trás deles.
O parágrafo discute o modo de pensar de Jeová e a diferença entre o modo de pensar dele e o nosso. Claramente, existe uma grande diferença, pois ele é superior a nós. No entanto, o objetivo de desenvolver nossa capacidade de raciocínio é compreender melhor o modo de pensar dele. Quanto mais o compreendermos, mais fácil será agir de uma maneira que o agrade.
Uma das perguntas foi: “Se Jeová não aprova essa conduta, o que ele pensará de uma conduta semelhante?” Se entendermos o caráter de Jeová, será mais fácil para nós aplicarmos princípios relacionados a situações semelhantes quando nos depararmos com novas situações.
Se sabemos que não estamos sujeitos a uma lei, mas também sabemos que Jeová estabeleceu certas leis e que ele não muda de ideia, então, mesmo não estando sujeitos a essa lei, ao estudá-la podemos identificar os princípios que a fundamentam. Isso nos ajuda a agir em harmonia com os padrões de Jeová, a respeitá-los e, assim, a agradá-lo.
11. Como Jesus nos ensinou, em seu Sermão da Montanha, a identificar princípios bíblicos? (Veja também a imagem.)
Em seu Sermão da Montanha, Jesus nos ensinou a identificar os princípios bíblicos, primeiro declarando uma lei e depois revelando a ideia ou o princípio subjacente. Meditando sobre o que ele revelou, podemos entender melhor o modo de pensar de Jeová e como aplicar esses princípios em diferentes situações da vida. Além disso, podemos ver os benefícios práticos dessas lições.
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No Sermão da Montanha, Jesus mostrou como identificar os princípios bíblicos lendo além da própria lei e explicando o raciocínio por trás dela. Ele primeiro mencionou um mandamento e depois revelou o princípio que o justificava, ajudando seus ouvintes a entender o ponto de vista de Jeová. Isso nos ensina a aprofundar o estudo das leis bíblicas, meditar nos princípios que as fundamentam e aplicar esses princípios em nossa vida diária.
Muitas vezes, no Sermão da Montanha, Jesus disse algo como: “Vocês ouviram o que foi dito aos seus antepassados…” Então, ele mencionava a lei e acrescentava: “Mas eu lhes digo…” Dessa forma, ele explicava o princípio por trás daquela lei usando ilustrações, hipérboles ou expressões claras. Assim, ele refletia as qualidades de Jeová e os ajudava a raciocinar.
A imagem mostra Jesus no que conhecemos como o Sermão da Montanha, ensinando seus ouvintes a identificar os princípios por trás das leis que seguiam, as quais os judeus observavam rigorosamente. No entanto, agora eles tinham que seguir Jesus, e isso significava mudar sua maneira de pensar. Eles precisavam raciocinar; portanto, Jesus os ensinou como fazê-lo.
ILUSTRAÇÃO
Jesus sentado debaixo de uma árvore ensinando um grupo de discípulos.
No Sermão da Montanha, Jesus nos ensina a identificar os princípios bíblicos por trás das leis de Deus. (Veja o parágrafo 11.)
12. Qual é um dos princípios subjacentes à lei mencionada em Mateus 5:21, 22? (Veja também a imagem.)
Um dos princípios por trás da lei “Não matarás” é que Jeová não quer que odiemos uns aos outros, seja por meio de nossas ações, palavras ou mesmo pensamentos. Ele observa não apenas o que fazemos, mas também o que dizemos e o que está em nossos corações.
Jesus explicou que uma pessoa não pode cometer assassinato, mas se nutrir ódio, raiva ou desprezo por seu irmão, estará agindo contra o princípio subjacente a essa lei. Essas atitudes e ações podem levar uma pessoa a cometer assassinato.
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Jesus citou primeiro a lei: “Não matarás”. Mas ele foi muito além e mostrou que existem atitudes e pensamentos que podem levar uma pessoa ao pecado. Por exemplo, alguém que odeia seu irmão e nutre esse sentimento pode expressá-lo por meio de palavras ou ações. Com o tempo, essa atitude pode até mesmo levá-lo a cometer um assassinato.
Claramente, se tivessem seguido o princípio de amar o próximo como a si mesmos, a lei “Não matarás” não seria mais necessária, pois estariam cumprindo o princípio que a fundamenta.
A ideia que Jesus queria transmitir é que qualquer pessoa que permaneça zangada com seu irmão ou o maltrate verbalmente também terá que prestar contas a Deus. A razão é que essas mesmas atitudes ou ações podem levar uma pessoa ao assassinato.
É evidente que o apóstolo João compreendeu bem essa relação, pois em 1 João 3:15 ele diz: “Quem odeia seu irmão é assassino”. Assim, ele estabeleceu imediatamente a conexão entre a lei e o princípio. E é precisamente isso que nos é pedido: buscar a razão por trás de cada lei.
13. Como podemos aplicar o princípio de Mateus 5:21, 22 em nossas vidas? (Veja também a imagem.)
Podemos aplicar o princípio de Mateus 5:21, 22 lutando contra o ressentimento e a amargura. Devemos impedir que esses sentimentos cresçam em nossos corações, pois podem nos levar a dizer coisas ou fazer coisas que magoam os outros.
Isso significa evitar fofocas, calúnias e qualquer tipo de linguagem que possa prejudicar a reputação de alguém. Também devemos ter cuidado com a forma como usamos as redes sociais, a internet e os aplicativos de mensagens para evitar a disseminação de comentários odiosos ou prejudiciais.
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Mateus 5:21-22 me ensina a guardar meu coração. Se eu controlar os sentimentos negativos desde o início, evitarei fazer ou dizer coisas que magoem os outros.
Se evitarmos o ressentimento e a amargura, não recorreremos a ações como fofoca ou calúnia, pois devemos sempre evitar qualquer tipo de linguagem que fomente o ódio. Como mencionado no parágrafo, podemos acabar com “assassinato de reputação”, já que, por meio da fofoca ou da calúnia, podemos prejudicar a imagem que os outros têm de uma pessoa.
Provérbios 20:19 nos adverte contra revelar conversas confidenciais e nos associar com aqueles que gostam de fofocar. Embora tais conversas possam parecer inofensivas, elas podem ferir a pessoa envolvida, nos prejudicar e agravar os problemas em vez de resolvê-los.
A fofoca e a calúnia são perigosas tanto para nós, porque expressam ódio, algo que Jeová odeia, quanto para a pessoa afetada, que podemos magoar ou ressentir quando descobrir. Em vez de resolver o problema, estaríamos piorando a situação. Além disso, poderíamos influenciar negativamente as pessoas ao nosso redor.
Vemos que, mesmo antes da existência das redes sociais, blogs ou internet, Jesus já havia estabelecido um princípio. Isso também se aplica ao conceito de “destruição da reputação”, que inclui fofoca e calúnia.
Em última análise, as redes sociais facilitam muito a disseminação desse tipo de comentário negativo, que pode até “destruir a reputação de alguém”. Isso acontece porque, na privacidade de nossos lares e sem ninguém observando, pode parecer mais fácil fazer comentários ofensivos, algo muito comum no mundo atual.
Se nos encontrarmos em uma conversa que está se tornando negativa ou que pode levar a falar mal de alguém, podemos procurar algo positivo para dizer e, assim, encerrar essa conversa.
A imagem mostra uma irmã aparentemente discordando do que as outras estão dizendo. Ou talvez ela esteja participando da conversa, mas uma pequena faísca pode iniciar um grande incêndio.
Este parágrafo nos lembra que comentários negativos podem ter consequências graves, especialmente entre os jovens, que podem ser mais vulneráveis. Danificar a reputação de alguém pode causar muito sofrimento emocional e levar a repercussões muito sérias.
ILUSTRAÇÃO
Série de imagens: 1. Uma caixa de texto exibe as palavras: “Não mate”. 2. Duas irmãs estão fofocando enquanto uma terceira ouve com uma expressão desconfortável.
(Ver parágrafos 12 e 13).
14. Qual é o princípio subjacente à lei mencionada em Mateus 5:27, 28? (Veja também a imagem.)
O princípio por trás da lei “Não cometa adultério” é que Jeová não apenas espera que evitemos condutas sexuais imorais, mas também que mantenhamos nossos pensamentos e desejos puros.
Jesus explicou que uma pessoa pode pecar em seu coração, abrigando desejos imorais, mesmo que não tenha cometido nenhum ato errado. Portanto, por mais difícil que seja, devemos nos esforçar para rejeitar pensamentos imorais a todo custo.
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A lei é clara: “Não cometa adultério”, o que significa evitar qualquer ato imoral. Jeová odeia isso. Mas Jesus queria que fôssemos além. Não devemos apenas evitar cair em atos de imoralidade; até mesmo abrigar pensamentos ou desejos impuros em nossos corações pode nos levar a pecar contra Jeová.
Em Mateus 5:29-30, Jesus nos encoraja a identificar os pensamentos que podemos estar tendo e a tomar medidas, se necessário, para erradicá-los. Isso demonstra, mais uma vez, que os pensamentos podem se tornar um problema e que devemos estar atentos não apenas às nossas ações.
Mateus 5:29-30 fala sobre arrancar o próprio olho ou cortar a própria mão. Na realidade, refere-se à visão e às ações. A verdade é que hoje, embora possa ser muito difícil, é necessário tomar medidas firmes, porque vivemos rodeados por um mundo tão imoral que simplesmente manter uma conduta moral pode ser considerado malvisto.
15. Como podemos aplicar o princípio de Mateus 5:27, 28 em nossas vidas? (Veja também a imagem.)
Podemos aplicar o princípio de Mateus 5:27-28 evitando alimentar desejos imorais e rejeitando qualquer conteúdo ou situação que possa despertá-los. Isso inclui evitar pornografia, conteúdo sexualmente sugestivo e qualquer prática que promova pensamentos imorais.
Embora os meios de comunicação eletrônicos não existissem na época de Jesus, o princípio que ele ensinou nos ajuda a entender que Jeová quer que guardemos nossa mente e nosso coração.
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A primeira ideia clara é não ceder a desejos imorais. O parágrafo menciona o exemplo do Rei Davi, registrado no segundo livro de Samuel, capítulo 11. Davi observou uma mulher, Bate-Seba, tomando banho e continuou a se deleitar com o que via. Todos sabemos como essa situação terminou: levou-o a cometer imoralidade.
A imagem mostra um irmão deletando uma conta de rede social. Pode parecer estranho, já que pornografia geralmente é proibida nas redes sociais; no entanto, é verdade que, à medida que o mundo piora, imagens impróprias podem surgir.
Cada pessoa deve analisar seu uso das redes sociais, já que muitos de nós as utilizamos, mas sempre tendo em mente o conselho mencionado: mantenha-se longe de tudo que possa levar à imoralidade sexual.
Assim como excluímos um aplicativo do nosso celular que sabemos que pode causar problemas em nossa vida pessoal, também devemos eliminar qualquer conteúdo, aplicativo ou hábito que possa despertar desejos negativos. Não precisamos esperar para cair; devemos agir antes. Dessa forma, demonstraremos nossa sabedoria.
Como o parágrafo deixa claro, nada justifica ou desculpa a visualização de conteúdo imoral. Por quê? Porque sabemos que isso desagrada a Jeová. Portanto, como mencionado no final, devemos evitar tudo o que possa nos levar à imoralidade sexual.
ILUSTRAÇÃO
Série de imagens: 1. Uma caixa de texto cita as palavras: “Não cometa adultério”. 2. Um irmão exclui uma conta de rede social do seu celular.
(Ver parágrafos 14 e 15).
16. Qual é o princípio subjacente à lei mencionada em Mateus 5:43, 44? (Veja também a figura.)
O princípio por trás da lei “Ame o seu próximo” é que Jeová quer que vejamos todas as pessoas como nosso próximo e as tratemos com amor, independentemente de sua raça, nacionalidade ou qualquer outra diferença.
Jesus explicou que o propósito desta lei não era amar apenas aqueles de quem gostamos ou nos permitir odiar nossos inimigos, como alguns judeus ensinavam. O propósito era refletir o amor imparcial de nosso Pai Celestial e considerar os outros como nossos semelhantes.
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O princípio é claro: Jeová quer que vejamos todos como nosso próximo e que os tratemos com amor. Ele espera que tratemos os outros como nosso próximo, independentemente de sua raça ou nacionalidade, ao demonstrarmos bondade e amor.
A lei em Levítico 19:18 diz: “Ame o seu próximo como a si mesmo”. Este mandamento é muito claro, mas a nota de estudo sobre Mateus 5:43 explica que alguns rabinos judeus acreditavam que este ensinamento implicava automaticamente que eles deveriam odiar seus inimigos. Portanto, eles distorceram o significado da lei e ensinaram outras coisas.
Mateus 5:45 detalha essa maneira de pensar sobre Jeová, dizendo que ele faz o seu sol nascer sobre bons e maus. Não teríamos mérito algum se amássemos apenas aqueles que nos amam, porque as pessoas das nações também fazem isso. Portanto, devemos refletir a perfeição de Jeová na medida do possível, demonstrando amor a todos os nossos semelhantes.
17. Como podemos aplicar o princípio de Mateus 5:43, 44 em nossas vidas? (Veja também a imagem.)
Podemos aplicar o princípio de Mateus 5:43, 44 demonstrando amor ao próximo em todas as circunstâncias. Isso envolve permanecer neutro nos conflitos e guerras deste mundo e tratar as pessoas com bondade e respeito, independentemente de sua raça, nacionalidade ou religião. Além disso, podemos perdoar aqueles que nos prejudicam ou prejudicam nossos entes queridos.
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Praticamente todos nós podemos aplicar esse princípio em quase todas as áreas de nossas vidas. Por exemplo, não nos envolvendo em guerras e conflitos, porque sabemos que eles geram ódio, e tratando os outros com gentileza.
Sabemos que cada vez mais pessoas são forçadas a deixar seus países, e devemos tratá-las com bondade, independentemente de sua raça, religião ou gênero, da melhor maneira possível. A melhor forma de demonstrar esse amor, como mostra a imagem, é pregando para todos os tipos de pessoas.
Em Mateus 18:21, 22, Pedro perguntou a Jesus quantas vezes deveria perdoar alguém. Pedro achava que sete vezes era suficiente, mas Jesus respondeu que ele deveria perdoar “setenta e sete vezes”, indicando que devemos perdoar sem limite.
Mateus 18:21-22 nos encoraja a perdoar quando alguém nos magoa, mesmo que a pessoa não perceba que nos magoou. Devemos lembrar que todos somos imperfeitos e precisamos demonstrar essa mesma disposição para perdoar.
ILUSTRAÇÃO
Série de imagens: 1. Uma caixa de texto cita as palavras: “Ame o seu próximo”. 2. Um casal prega para um homem de outra raça em uma praça do mercado e lhe mostra o folheto “Aproveite a Vida”.
(Ver parágrafos 16 e 17).
RESOLVIDOS A VIVER DE ACORDO COM OS PRINCÍPIOS BÍBLICOS
18. a) O que devemos estar determinados a fazer?
Devemos estar determinados a usar os princípios bíblicos para tomar boas decisões todos os dias e para compreender a vontade de Jeová. Nosso desejo deve ser agradá-lo por amor, não por medo de punição.
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Precisamos estar determinados a compreender a vontade de Deus. Para isso, nosso amor por Jeová nos motivará a usar os princípios bíblicos que aprendemos para tomar boas decisões em nosso dia a dia.
Efésios 5:17 diz que devemos parar de ser tolos e entender qual é a vontade de Jeová.
18. b) Sobre o que falaremos no próximo artigo?
No próximo artigo, falaremos sobre outro dom que Jeová nos deu para nos ajudar a tomar boas decisões: a nossa consciência. Veremos como ela pode funcionar em conjunto com os princípios bíblicos para nos guiar no nosso dia a dia.
COMENTÁRIOS ADICIONAIS
No próximo artigo, falaremos sobre outro dom de Jeová: nossa consciência e como ela pode nos guiar de acordo com os princípios bíblicos.
Qual seria a sua resposta?
O que é um princípio bíblico?
Um princípio bíblico é uma verdade fundamental que serve de base para as leis de Deus. Pode-se dizer que é a razão por trás de suas leis e reflete o modo de pensar de Jeová. Como os princípios expressam seus valores, eles podem ser aplicados a diferentes circunstâncias e épocas.
COMENTÁRIOS ADICIONAIS
Os princípios bíblicos são o fundamento sobre o qual as leis são criadas.
Existe uma ilustração muito clara para entender isso. Uma mãe dá uma regra para uma criança: “Não toque no fogo”. A razão, que seria o princípio, é que ela poderia se queimar. Conforme a criança cresce, ela entende como aplicar esse princípio em diferentes situações. Por exemplo, se ela pensar: “O que minha mãe diria se eu tocasse no ferro de passar?”, ela entenderá que também poderia se queimar e evitará tocá-lo.
Com o tempo, a criança que aprendeu a não tocar no fogo se torna um adulto que sabe cozinhar ou passar roupa porque colocou em prática o princípio de que certas ações podem lhe causar danos. É por isso que dizemos que os princípios transcendem o tempo e o espaço, e nunca expiram.
Qual a diferença entre princípios e leis?
As leis tendem a ser mais específicas e aplicam-se a situações concretas, enquanto os princípios têm uma aplicação mais ampla e refletem valores duradouros. Portanto, as leis podem mudar, mas os princípios nunca expiram nem se tornam obsoletos.
COMENTÁRIOS ADICIONAIS
O parágrafo 4 indica que as leis são específicas e têm aplicação limitada. Elas são estabelecidas para um determinado momento ou situação, mas os princípios são mais amplos e podem ser aplicados a diferentes circunstâncias e épocas.
Os princípios nunca mudam, são eternos, enquanto as leis podem mudar em determinados momentos.
Com as leis, a única opção é obedecer ou desobedecer, mas os princípios nos dão a oportunidade de mostrar que os aplicamos porque amamos a Jeová.
Quais são alguns princípios que Jesus ensinou no Sermão da Montanha?
Jesus ensinou o princípio por trás da lei “Não matarás”, o que nos mostra que Jeová observa não apenas nossas ações, mas também nossas palavras, pensamentos e motivações.
Jesus ensinou o princípio por trás da lei “Não cometa adultério”, que nos lembra que Jeová quer que mantenhamos nossos pensamentos e desejos puros, evitando tudo o que possa levar à imoralidade sexual.
Jesus ensinou o princípio por trás da lei “Ame o seu próximo”, que enfatiza que devemos tratar todas as pessoas com amor, independentemente de sua raça ou nacionalidade, refletindo assim o amor imparcial de nosso Pai Celestial.
COMENTÁRIOS ADICIONAIS
Em Mateus 5:21, 22, a lei é: “Não matarás”. Mas o princípio subjacente é que Jeová não quer que odiemos os outros, quer esse ódio se manifeste em nossas ações ou palavras, quer permaneça apenas em nossos pensamentos.
Outro exemplo encontra-se em Mateus 5:43-44, baseado na lei de “Ame o seu próximo”. Este princípio ensina-nos que devemos ver todos como iguais e tratá-los com amor. Isto significa não nos envolvermos em guerras, tratar todos com bondade e perdoar mesmo quando nos magoam.
Finalmente, em Mateus 5:27, 28, a lei é: “Não cometa adultério”. No entanto, o princípio vai além, porque Jeová desaprova não apenas a conduta sexual imoral, mas também os pensamentos que podem levar a ela. Isso se aplica tanto a pessoas casadas quanto solteiras, porque Jeová quer que evitemos todas as formas de imoralidade sexual.
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