Estudo de A Sentinela, "Artigo 25", Semana de 25 a 31 de agosto de 2025, O que as últimas palavras de Jacó nos ensinam (Parte 2), Respostas.

Estudo de A Sentinela, "Artigo 25", 25 a 31 de agosto de 2025, O que as últimas palavras de Jacó nos ensinam (Parte 2), Respostas.

“A cada um ele deu a bênção que lhe era devida” (Gn 49:28).

1. O que veremos neste artigo?

Neste artigo, veremos o que Jacó disse aos outros filhos, além dos quatro primeiros que analisamos no artigo anterior. Agora, vamos nos concentrar nas palavras que ele dirigiu a Zebulom, Issacar, Dã, Gade, Aser, Naftali, José e Benjamim. Não foram apenas palavras de despedida, mas declarações proféticas inspiradas por Deus.

É interessante notar que, ao contrário dos quatro primeiros filhos, Jacó não seguiu uma ordem específica ao se dirigir aos outros. Isso talvez nos mostre que o que importava não era a classe social, mas sim o propósito que Jeová tinha para cada um.

ZEBULON

2. O que Jacó profetizou sobre Zebulom, e como suas palavras se cumpriram? (Gênesis 49:13; veja também o quadro).

Neste versículo, vemos como Jacó profetizou que a tribo de Zebulom viveria perto do mar. Essa declaração se cumpriu séculos depois, quando os descendentes de Zebulom receberam um território localizado entre o Mar da Galileia e o Mar Mediterrâneo, na parte norte da Terra Prometida.

Isso nos lembra que as promessas de Jeová sempre se cumprem no seu devido tempo, mesmo que pareçam atrasadas ou que não entendamos como se cumprirão. Além disso, isso poderia explicar por que Moisés também disse que Zebulom se alegraria com suas saídas, provavelmente se referindo às suas viagens comerciais ou intercâmbios com outras regiões.

3. O que nos ajudará a não perder a alegria?

O parágrafo nos dá conselhos muito práticos e realistas. Se quisermos manter a alegria, precisamos aprender a nos contentar com o que já temos. Essa atitude se baseia em princípios bíblicos sólidos, como os do Salmo 16:6 e do Salmo 24:5, que nos lembram que o que recebemos de Jeová é valioso. Ele abençoa aqueles que têm um bom relacionamento com Ele, mesmo que nossas circunstâncias não sejam as melhores.

Uma das maiores armadilhas emocionais da atualidade é focar no que nos falta, comparar-nos aos outros ou desejar o que não temos. É por isso que Gálatas 6:4 é tão importante: ele nos ensina a focar no nosso próprio progresso e não no dos outros.

ISACAR

4. O que Jacó predisse sobre Issacar, e como suas palavras se cumpriram? (Gênesis 49:14, 15; veja também o quadro).

Na profecia de Jacó sobre Issacar, o jumento de ossatura forte representa alguém com capacidade e disposição para trabalhar duro. Portanto, Jacó não estava desprezando Issacar, mas sim reconhecendo suas virtudes.

A expressão "ele descansará entre os acampamentos" pode se referir à paz e estabilidade que seu território proporcionaria. De acordo com Josué 19:22, a tribo de Issacar recebeu terras férteis no Vale de Jezreel, uma região agrícola muito rica.

Além disso, Juízes 5:15 menciona que eles não ficaram de braços cruzados quando o povo precisou de ajuda. Assim, a profecia de Jacó previu tanto o tipo de terra que receberiam quanto o tipo de pessoas que se tornariam.

5. Por que é importante trabalharmos arduamente para Jeová?

O trabalho árduo na congregação nem sempre é visível, mas Jeová o percebe e o aprecia. Eclesiastes 2:24 nos diz que não há nada melhor do que gostar de trabalhar. E quando esse trabalho é feito para Jeová, a satisfação é ainda maior.

Irmãos que assumem responsabilidades desempenham um papel essencial. 1 Timóteo 3:1 enfatiza que esta é uma obra excelente, não um título, e que carrega consigo a grande responsabilidade de cuidar do rebanho espiritual.

Portanto, todo serviço fiel é observado por Deus e será recompensado. Assim como a tribo de Issacar ajudou sem buscar destaque, nós também podemos contribuir com humildade e diligência para o que for necessário.

6. Que missão a tribo de Dã recebeu? (Gênesis 49:17, 18; veja também o quadro).

A profecia de Jacó sobre Dã, registrada em Gênesis 49:17, compara essa tribo a uma serpente que ataca astutamente inimigos maiores. Essa metáfora destaca que, embora Dã não fosse a tribo mais poderosa, desempenharia um papel estratégico vital.

De acordo com Números 10:25, eles protegeriam Israel pela retaguarda durante sua jornada pelo deserto. Isso significava que seriam a última linha de defesa contra um ataque surpresa pela retaguarda, o que exigiria coragem e vigilância constante.

Embora esta missão não fosse chamativa, era essencial. Além disso, o comentário de Jacó em Gênesis 49:18 nos lembra que mesmo as melhores defesas humanas são inúteis sem a ajuda divina.

7. Sempre que fazemos algo para Jeová, do que devemos nos lembrar?

Jeová vê tudo o que fazemos para Ele, mesmo as tarefas mais simples ou discretas. O princípio que Jesus ensinou em Mateus 6:14 se aplica perfeitamente aqui. Ele alertou contra fazer boas obras apenas para ser admirado pelos outros; em vez disso, incentivou a agir com humildade, sabendo que Deus, que vê em secreto, nos recompensará.

Quer limpemos cadeiras ou preguemos de uma plataforma, todo serviço fiel é valioso para Jeová se o fizermos de coração. Essa abordagem nos ajuda a cultivar a humildade, a valorizar as pequenas tarefas e a não desanimar se ninguém nos aplaudir, porque, no fim das contas, o que realmente importa é que estamos agradando ao único que realmente importa: Jeová.

GADE

8. Por que a tribo de Gade era vulnerável a ataques na Terra Prometida? (Gênesis 49:19; veja também o quadro).

A profecia de Jacó sobre Gade mostra como Jeová pode ajudar seu povo mesmo em situações difíceis. Gade estava em um local estratégico, porém perigoso, a leste do rio Jordão, cercado por inimigos como os amonitas e os moabitas.

Estar naquela região significava enfrentar ataques frequentes, exatamente como Jacó previra. No entanto, os gaditas não eram medrosos nem egoístas. Apesar do risco, demonstraram um forte espírito de sacrifício ao deixar suas terras para ajudar seus irmãos a conquistar Canaã.

Hoje, os servos de Deus também podem enfrentar ataques figurativos, seja da oposição ou por causa da nossa fé. Mas, assim como Gade, podemos continuar a confiar que Jeová defenderá o que ele mesmo prometeu.

9. Se confiarmos em Jeová, o que estaremos dispostos a fazer?

O parágrafo enfatiza que, quando confiamos plenamente em Jeová, estamos dispostos a fazer sacrifícios em seu serviço. Isso inclui colaborar em projetos de construção, aceitar designações em lugares onde mais apoio espiritual é necessário ou assumir novas responsabilidades na congregação.

Textos como o Salmo 37:3 nos incentivam a fazer o bem enquanto confiamos em Jeová, e o Salmo 23:1 nos lembra que Ele é um pastor que nunca nos deixa sem o que precisamos.

Portanto, devemos lembrar que nossa disposição de sacrificar não vem do dever, mas de uma profunda confiança de que Jeová nunca nos falhará.

ASER

10. Que erro a tribo de Aser cometeu? (Gênesis 49:20; veja também o quadro).

Como acabamos de ler, a tribo de Aser recebeu uma herança muito privilegiada. Eles desfrutariam de comidas e riquezas requintadas. Isso se concretizou quando herdaram terras férteis perto do Mar Mediterrâneo, na região de Sidom.

No entanto, sua prosperidade material não se traduziu em sucesso espiritual. De acordo com Juízes 1:31, 32, Aser não expulsou os cananeus, embora Jeová lhes tivesse ordenado que purificassem a terra dessas influências pagãs. Essa decisão, talvez por conforto ou medo, levou-os a práticas idólatras.

Além disso, Juízes 5:17 menciona criticamente que “Aser sentou-se à beira do mar, sem fazer nada”, quando lhes foi pedido apoio em uma batalha crucial. Essa omissão foi tão grave que foi registrada em um cântico de vitória inspirado por Jeová.

11. Por que não deveríamos dar às coisas materiais mais importância do que elas têm?

O mundo de hoje é obcecado por bens materiais, dinheiro, conforto e status. Essa mentalidade é reforçada pelas mídias sociais, pela mídia e pela cultura consumista. Mas Jeová nos ensina uma visão muito diferente.

Bens materiais são úteis, mas não devem ser prioridade em nossas vidas. Provérbios 18:11 mostra que, para algumas pessoas, as riquezas são como uma cidade murada — sua fonte de segurança. Mas esse muro é uma ilusão.

Hebreus 13:5 nos incentiva a nos contentarmos com o que temos, porque Jeová promete nunca nos abandonar. De fato, dar a Jeová o nosso melhor agora é um investimento sólido, pois podemos confiar que ele nos recompensará com uma vida plena e segura no novo mundo.

NEFTÁLI

12. Como a profecia de Jacó sobre Naftali poderia ser cumprida? (Gênesis 49:21; veja também o quadro.)

A profecia de Jacó a respeito de Naftali menciona que ele falaria palavras bonitas, uma expressão que pode ser entendida como uma comunicação atraente, poderosa ou inspiradora.

À primeira vista, pode-se pensar que isso se cumpria na maneira como se comunicavam ou participavam de assuntos espirituais. No entanto, seu cumprimento mais notável se encontra no ministério de Jesus.

Jesus estabeleceu seu ministério em Cafarnaum, uma cidade localizada no território que antes pertencia a Naftali. Mateus chega a dizer que esta cidade se tornou sua base de operações. De lá, Jesus ensinou milhares de pessoas, e sua maneira de falar fez a diferença.

13. Se quisermos agradar a Jeová, o que devemos fazer?

Jeová se importa profundamente com a forma como usamos o dom da fala. Ele valoriza não apenas que falemos a verdade, mas também que nossas palavras sejam imbuídas de amor, respeito e encorajamento.

O parágrafo enfatiza que, se quisermos agradar a Jeová, precisamos falar com palavras bonitas, o que implica sinceridade, bondade e edificação.

O Salmo 15:1-2 nos lembra que somente aqueles que falam a verdade e a retidão podem ser hóspedes de Jeová. Isso significa que não podemos mentir, exagerar ou manipular com nossas palavras. Além disso, em vez de reclamar ou criticar, devemos buscar motivos para elogiar, consolar e fortalecer aqueles ao nosso redor.

JOSÉ

14. Como a profecia de Jacó sobre José se cumpriu? (Gênesis 49:22, 26; veja também o quadro).

A profecia de Jacó sobre José destaca o quão especial José era entre seus irmãos. Em Gênesis 49:22, ele é comparado a um broto frutífero que dá fruto junto a uma fonte de água, uma imagem que sugere abundância, crescimento e bênção. Isso reflete tanto seu sucesso pessoal quanto sua influência positiva sobre sua família e sobre todo o Egito.

Jacó também diz que José foi escolhido entre seus irmãos, o que ficou evidente quando Jacó lhe concedeu o direito de primogenitura, não cronologicamente, mas simbolicamente. Embora Rúben fosse o filho mais velho, ele perdeu esse direito por ter desonrado o pai. José então recebeu a porção dobrada da herança por meio de seus filhos Efraim e Manassés.

15. O que José fez quando sofreu injustiça?

José foi vítima de uma série de graves injustiças. Seus irmãos o odiavam, venderam-no como escravo e o separaram de seu pai por anos. Mais tarde, no Egito, ele também foi caluniado e injustamente aprisionado. Mas, como diz Gênesis 49:24, seu arco permaneceu firme, refletindo sua resiliência emocional e espiritual.

Em vez de sucumbir, José continuou a se fortalecer com a ajuda de Jeová. Em vez de guardar rancor, perdoou seus irmãos do fundo do coração. Quando teve a oportunidade de se vingar, não o fez; em vez disso, ajudou-os em momentos de necessidade, dando-lhes terras e alimentos. Sua generosidade não era fruto de fraqueza, mas de força espiritual.

De acordo com o Salmo 105:17-19, suas provações serviram para refiná-lo como ouro, moldando seu caráter até que ele estivesse pronto para uma missão muito importante.

16. Como podemos imitar o exemplo de José quando passamos por dificuldades?

Imitar o exemplo de José em tempos difíceis significa confiar completamente em Jeová, mesmo que não entendamos imediatamente por que certas coisas nos acontecem.

José pode ter se sentido abandonado ou injusto, mas nunca deixou que isso destruísse seu relacionamento com Deus. Pelo contrário, sua fé foi fortalecida, permitindo-lhe demonstrar genuína misericórdia e perdão quando seus irmãos mais precisaram.

Da mesma forma, Jeová pode permitir que passemos por provações como parte de um processo de treinamento espiritual, como explica Hebreus 12:7. Ele não busca nos punir, mas nos treinar, assim como um pai amoroso treina seu filho.

BENJAMIN

17. Como a profecia de Jacó sobre Benjamim se cumpriu? (Gênesis 49:27; veja também o quadro).

A profecia de Jacó sobre Benjamim se cumpriu de forma extraordinária. Ele disse que ele seria como um lobo feroz, simbolizando força e agressividade na batalha.

De fato, a tribo de Benjamim era caracterizada por seu caráter guerreiro. Por exemplo, na época dos juízes, eles tinham um exército de 26.000 homens treinados para a guerra, muitos dos quais eram habilidosos com a funda e a espada.

Jacó também mencionou dois momentos simbólicos: "pela manhã" e "pela tarde". "Pela manhã" representa o início do reino de Israel, quando Saul foi o primeiro rei e lutou bravamente contra os inimigos do povo. "Pela tarde" alude a um momento muito posterior, quando Ester e Mordecai, também benjamitas, intervieram para salvar os judeus do extermínio no Império Persa.

18. Como podemos imitar a lealdade da tribo de Benjamim?

A tribo de Benjamim nos ensina uma lição valiosa sobre lealdade, baseada em princípios espirituais e não em sentimentalismo ou favoritismo.

A princípio, foi uma grande honra que o primeiro rei, Saul, fosse de sua tribo. Mas quando Jeová decidiu tirar o reino dele e dá-lo a Davi, da tribo de Judá, Benjamim não se apegou ao poder ou ao orgulho tribal; com o tempo, aceitou e apoiou a decisão de Deus.

Essa atitude humilde e obediente se refletiu anos depois, quando a maioria das tribos do norte se rebelou contra a Casa de Davi. Benjamim permaneceu leal a Judá, formando com eles o reino do sul e respeitando a autoridade que Jeová havia estabelecido.

19. O que aprendemos com o que Jacó profetizou em seu leito de morte?

As profecias de Jacó em seu leito de morte não foram meras palavras de despedida, mas mensagens inspiradas que revelavam o futuro de seus filhos e das tribos que deles emergiriam. Ver como elas se cumpriram exatamente nos fortalece espiritualmente.

Ela nos lembra que Jeová sempre cumpre suas promessas, mesmo que muitos anos se passem. Portanto, essas histórias nos conectam com a história, fortalecem nossa esperança no futuro e nos inspiram a viver de uma maneira que Jeová também nos abençoe.

O QUE APRENDEMOS COM O QUE JACÓ DISSE A ALGUNS DE SEUS FILHOS?

Zebulom, Issacar e Dã

Aprendemos que devemos estar dispostos a servir humildemente onde quer que sejamos necessários, sem ceder ao conforto como Issacar, nem ceder à violência ou à vingança como Dã. Jeová abençoa a disposição e a obediência.

Gade, Aser e Naftali

Aprendemos que, mesmo quando enfrentamos ataques ou passamos por confortos materiais, o importante é permanecer fiel a Jeová e não perder o zelo espiritual. A verdadeira beleza está em usar nossas palavras e talentos para ensinar e encorajar outros.

José e Benjamim

Aprendemos que Jeová recompensa a lealdade e a perseverança, como fez com José, e que Ele espera que permaneçamos firmes e apoiemos aqueles que Ele designou, como Benjamim fez. A fidelidade traz bênçãos agora e no futuro.

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